Autor friburguense lança livro infanto-juvenil sobre Zuzu Angel
História será contada em formato de fábula
Fábula vai contar a história de Zuzu Angel
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Ilustração: Rodrigo Macedo
A história de uma mãe que, após ter o filho torturado e assassinado no período da ditadura militar, no Brasil, seguiu na luta contra a opressão e violência. A estilista brasileira, Zuzu Angel, é a estrela do livro do escritor e jornalista friburguense, David Massena, que vai contar, em formato de fábula, a história da mulher que morreu lutando pelo fim da repressão.
Zuzu é o nome da obra do autor friburguense, que será lançada pela Viena Editora, de São Paulo, no próximo sábado, dia 28 de setembro. Em uma versão da história voltada para o público jovem, David Massena transformou os personagens em animais e Zuzu Angel ocupou o papel da leoa.
O evento de apresentação acontece na Livraria Arabesco, que fica na Avenida Alberto Braune, no Centro da cidade, a partir das 16h30. Para o autor, que tem autorização da família de Zuzu para a reprodução da história, é importante que haja um símbolo de brasilidade no texto, e David optou pela cordelização da história. “A riqueza das rimas e a rítmica das métricas são traços marcantes do cordel brasileiro e eu fui beber dessa fonte porque Zuzu foi, e ainda é, um símbolo de brasilidade na moda. A primeira criadora que usou a moda como linguagem. Na fábula, Zuzu é uma leoa, e sua trajetória é pontuada pelo instinto materno que se refere às reações de uma mãe com sua cria, notável nos mamíferos. Não é uma biografia simplesmente. É a junção de muitas histórias que conheci de Zuzu e que, durante anos, fui construindo como narrativa de um besouro, um inseto resistente às intempéries”, comenta o autor.
Quem foi Zuzu Angel?
Em 1971, durante o período da ditadura militar no Brasil, Stuart Edgar Angel Jones, filho da estilista Zuzu Angel e membro do grupo guerrilheiro Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), foi capturado, torturado e morto por um grupo militar do Rio de Janeiro, que buscava informações sobre a luta armada contra o governo militar. Zuzu não desistiu de buscar justiça pelo desaparecimento do filho e, em 1976, foi encontrada morta após um acidente de carro.
Apenas em 2019, a família Angel conseguiu a emissão de certidões de óbito que comprovavam que Stuart e Zuzu Angel foram assassinados pela ditadura militar. Nas certidões de óbito de ambos, passou a constar “causa mortis: em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro, no contexto da perseguição sistemática e generalizada à população identificada como opositora política ao regime ditatorial de 1964 a 1985”.
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