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Contrato entre Prefeitura de Nova Friburgo e EBMA é tema de audiência pública na Câmara Municipal

Encontro contou com representantes da empresa, da Fipe, além de membros do Executivo, Legislativo e da sociedade civil

Por Alice Wandrofski
15/04/26 - 14:29
Contrato entre Prefeitura de Nova Friburgo e EBMA é tema de audiência pública na Câmara Municipal Tema central da audiência foi o contrato nº 180/2025, entre a Prefeitura de Nova Friburgo e a EBMA | Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Nova Friburgo

Uma audiência pública na Câmara Municipal de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro, nessa segunda-feira, 13, teve como tema o contrato nº 180/2025, que diz respeito ao manejo de resíduos sólidos e a limpeza urbana da cidade.

No encontro, estiveram presentes representantes da empresa que presta o serviço, a Sociedade de Propósito Específico (SPE) EBMA Gestão de Resíduos S.A., da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), além de membros do Executivo e Legislativo.

O vereador José Carlos (União), propositor da audiência, informou, na parte inicial, que seriam ouvidos, na seguinte ordem: o município de Nova Friburgo, os enviados pela EBMA e depois os vereadores e a sociedade civil.

O contrato em discussão foi assinado em novembro de 2025 e começou a valer desde 1º de janeiro deste ano.

A concessão tem prazo de 30 anos e valor global de R$ 1.601.666.772,44, conforme publicado em Diário Oficial.

Na audiência pública, o secretário municipal de Governo, Rodrigo de Lima Carvalho, que assumiu a pasta recentemente no lugar do vice-prefeito Rodrigo Ascoly (PL), foi o primeiro a prestar esclarecimentos sobre o assunto.

Rodrigo de Lima Carvalho é o atual secretário de Governo de Nova FriburgoRodrigo de Lima Carvalho é o atual secretário de Governo de Nova Friburgo | Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Nova Friburgo

Em sua fala ele destacou que, no último dia 12 de abril, a ordem de início para a limpeza urbana completou três meses, e para o serviço de manejo de resíduos um pouco mais desse mesmo período:

A gente está num momento de maturação do contrato, de organização interna, de elaboração, para que esse contrato possa, efetivamente, ao longo do seu período de vigência, trazer tudo aquilo que é expectativa e ele vai trazer.

Segundo o responsável pela pasta, "o Poder Executivo, na pessoa do prefeito e do vice-prefeito, tem feito tudo aquilo que é possível para que o contrato tenha sua efetividade".

Assim como Rodrigo de Lima, o secretário interino de Serviços e Equipamentos Públicos e de Executiva de Desenvolvimento Regional, Marcelo da Silva Pereira, também presente na audiência pública, ressaltou a fase inicial da contratação.

A representante da OAB de Nova Friburgo, Carolinsk de Marco Guedes, e o da Fipe, Daniel Pereira, destacaram a importância do debate público com a audiência dessa segunda-feira.

Em nome da empresa EBMA, Cláudio Pontual elogiou o modelo de contrato por concessão:

A primeira concessão que vocês tiveram em Nova Friburgo foi de 1998. (...) Já nessa época, vocês conseguiram ter aterro sanitário devidamente licenciado, que é uma briga, uma guerra que até hoje o Brasil trava.

Ainda citando a primeira concessão, Cláudio Pontual, afirmou que "ela trouxe uma série de aprendizados".

Cláudio Pontual, representante da EBMA respondeu aos questionamentos apresentados na audiência públicaCláudio Pontual, representante da EBMA respondeu aos questionamentos apresentados na audiência pública | Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Nova Friburgo

Durante a audiência pública, os vereadores e a sociedade civil puderam realizar questionamentos aos representantes da Prefeitura de Nova Friburgo, da EBMA e da Fipe.

Entre as questões abordadas estão a área de abrangência do contrato e a destinação de entulhos, como restos de obras e móveis.

Cláudio Pontual respondeu que os serviços são executados na área urbana do município e ainda informou sobre um projeto para o recolhimento desses entulhos:

Em alguns meses, vão existir os pontos de recebimentos de entulho. Então, existe um processo de alinhamento entre a empresa, a prefeitura e os munícipes. Na medida em que esses pontos forem implantados, as pessoas vão ter ciência de que esses pontos existem e, naturalmente, o fluxo de resíduos vai se encaminhar para esses pontos.

O representante da empresa reforçou que a ideia é que os próprios moradores levem os resíduos que estão fora da coleta padrão a esses pontos, pois "é difícil prever quais os locais que as pessoas vão descartar entulhos".

Sobre as possíveis dificuldades de pessoas, em determinadas localidades, terem acessos a esses futuros pontos de recebimento de inertes, Pontual afirma que "lá na frente vai equacionar isso de alguma forma".

O representante da EBMA não soube precisar os locais em que serão instalados esses pontos de recebimento de entulho.

Porém, ele reforça que a melhor prática é ter esses futuras estruturas de coleta, junto a um trabalho de educação ambiental da sociedade.

A capina foi outro ponto abordado na audiência pública.

Cláudio Pontual relatou que "tanto a empresa quanta a prefeitura estão 100% dedicados a equacionar esse problema":

O desafio é muito grande. Até porque o local que a gente capina hoje, no dia seguinte ele já começa a crescer. Então, tem que ter um esforço, um planejamento macro pra você atender a demanda que está reprimida e você conseguir manter aquilo dentro do patamar desejável.

Pontual ainda reforçou que, em curto prazo, a população vai ver uma melhoria significativa em relação à capina e roçada.

Questionado sobre um novo aterro sanitário, o representante da EBMA explicou:

O aterro sanitário vai ser no mesmo local, que eu digo no ponto de vista geográfico, só para dar uma referência. Vai ser naquela mesma localidade que a gente vai implantar e operar esse novo aterro sanitário, que vai dar uma vida útil para mais vários anos aqui no município.

A mobilização de funcionários públicos para realizar os serviços previstos na concessão também foi abordada no encontro.

Daniel Pereira, em nome da Fipe, fundação que elaborou um estudo diagnóstico para a criação do contrato, detalhou como foi pensado o desenvolvimento dos trabalhos:

O contrato ele foi previsto para os primeiros três meses, que a gente chama de uma fase pré-operacional completa, pra ele ser como se fosse um módulo de ativação parcial. Nesses primeiros meses, a ideia seria que o contrato começasse com o manejo de resíduos e depois ele fosse recebendo ordens pros demais blocos serem desenvolvidos posteriormente.

Sobre esses blocos a serem trabalhados por etapa, Daniel informou que "teria um bloco de varrição, depois um de varrição mecanizada, depois disso um que envolve curadoria de praças e etc".

Na audiência, Daniel Pereira representou a Fipe, fundação que elaborou um estudo diagnóstico para a criação do contratoNa audiência, Daniel Pereira representou a Fipe, fundação que elaborou um estudo diagnóstico para a criação do contrato | Foto: Reprodução/Câmara Municipal de Nova Friburgo

O representante da Fipe ainda complementou sobre o que ocorreu quando o contrato foi posto em prática:

O que acontece nesse caso é que o Poder Executivo, visando o interesse público, percebeu a urgência de acionar determinados blocos desde já e isso já foi feito, só que ainda num período que é o que a gente chama pré-operacional, que é de maturação.

Daniel ainda relatou que isso é normal para esse período inicial do contrato, principalmente em relação ao serviço de limpeza urbana e varrição que estavam com a prefeitura antes de ser de responsabilidade da atual concessão.

Outro assunto que foi pontuado durante a audiência pública foram os canais de recebimento das demandas da população.

O secretário de Governo, Rodrigo de Lima Carvalho, destacou a Ouvidoria municipal, presencialmente ou pelo email ouvidoria.novafriburgo@gmail.com, e o da própria pasta, secgovnf@gmail.com.

Um questionamento também levantado no encontro de segunda-feira, 13, diz respeito aos serviços de limpeza urbana e capina nos bairros.

O vereador Max Bil (MDB) relatou que, na Chácara do Paraíso, onde mora, pode perceber a diminuição no número de servidores que realizavam esses trabalhos em equipe.

Diante disse, ele questionou se as responsabilidades das administrações dessas localidades continuarão a existir, com esse novo contrato.

A pergunta foi respondida por Rodrigo de Lima Carvalho, que explicou como a contratação de um Verificador Independente (VI) está ligada a essa situação:

Ele [o VI] que vai dar essas balizas, principalmente no que se refere às equipes (...). Ele é aquele que vai, então, verificar o seguinte: se eu preciso aumentar as equipes, diminuir, como é que eu vou atuar. Ele vai dar à prefeitura a expertise, a ciência, para que ela possa planejar.

Esse Verificador Independente, segundo o secretário, já foi contratado, teve reunião com a pasta na semana passada e ainda possui quatro meses de implementação para, após isso, começar a atuar de fato.

Ainda foi esclarecido pelo representante do governo municipal que, para alguns serviços, como a varrição, por serem 2.000 km por mês, será necessária a atuação dos servidores públicos, junto à concessionária.

Porém, para outros casos, como pintura de meio-fio, sarjeta, roçada e capina, o Verificador Independente deverá avisar à prefeitura quantas equipes serão precisas, para que a EBMA assuma os serviços.

Para dar mais detalhes sobre o VI, Daniel Pereira, em nome da Fipe, complementou que essa estrutura vai ser "um apoio à fiscalização" do titular do serviço, no caso, o Executivo friburguense.

As cooperativas de reciclagem também ganharam espaço na discussão.

O secretário Rodrigo de Lima Carvalho informou que um edital de chamamento público para o credenciamento desses equipamentos está em produção.

A audiência pública durou mais de três horas e pode ser assistida na íntegra por meio do canal da TV Câmara de Nova Friburgo.

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